Comunicação é papo de todos

 Com o tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”, será realizada de 1° a 3 de dezembro deste ano a Primeira Conferência Nacional de Comunicação.
 
 Antes da etapa Nacional estão acontecendo por todo o país encontros realizados por Comissões Pró Conferência, que levarão propostas para ser debatidas na Conferência Nacional. Sábado dia 17 de agosto, foi a vez da comunidade de Frederico Westphalen se reunir para pensar a comunicação.

Para entender melhor o que tudo isso tem a ver conosco é que preparamos uma série especial para esta semana:Comunicação é papo de todos. Deixe seu comentário e sua opinião.

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  Ricardo Carlesso

Pílula de Farinha: Imprensa que denuncia e esclarece

Fonte: O Globo

      Parecia mais um caso corriqueiro na imprensa brasileira, louca pra dar um furo que de inédito nada continha. Mas não foi assim, o famoso caso do Microvlar de farinha produzido pela multinacional farmacêutica Schering tomou grandes proporções no cenário nacional.

      O Microvlar foi lançado no mercado em 1985. E passou a ser adotado pela classe médica como o contraceptivo mais popular para maioria das mulheres brasileiras. Em cinco anos, ultrapassou os mais vendidos até então, Ginera e Triquilar, e atravessou toda a década de 90 em primeiro lugar nas vendas.

      A denuncia feita pelo Jornal Nacional em 19 de Junho de 1998 deixou as mulheres que faziam uso do anticoncepcional em estado de alerta. Antes de a reportagem ir ao ar, uma carta anônima e amigável informava que a composição da pílula estava alterada. A empresa se manteve calada por um grande período, até que o problema chegou à pauta de grandes reportagens.

      Não demorou muito e inúmeras mulheres que tinham feito uso da pílula estavam grávidas e começaram a reclamar. Para espanto de todos foi constatado que as pílulas continham farinha. Em termos mais precisos: não continham hormônios, mas só a massa neutra que dá forma à drágea.

      Segundo a empresa entre 12 de janeiro e 21 de abril, a Schering testou uma nova embalagem, usando pílulas de teste, feitas de farinha, chamadas pílulas bobas, que mais tarde foram remetidas para outra empresa, para incineração. A empresa supõe que uma quantidade de cartelas foi roubada e revendida a algumas farmácias. O laboratório não dispõe de prova de que houve o furto, assim como não sabe quando aconteceu, ou quantas cartelas sumiram. 

      Na época as vendas da empresa despencaram consideravelmente. Muitos dos casos de gravidez foram parar na justiça. Sentenças favorecendo os usuários se multiplicaram pela justiça brasileira.

      Hoje,em 2009, a farmacêutica Schering já se recuperou, investe cada vez mais em tecnologias de ponta para que problemas como as pílulas de farinha não voltem a acontecer. 

      É importante ressaltar que a imprensa teve fundamental importância na divulgação e esclarecimento do caso. Muitas pessoas foram beneficiadas com as informações.  
 

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Bárbara Avrella 

As fórmulas de emagrecimento milagrosas 

Perder alguns quilinhos e reduzir a cinturinha estão entre os desejos da maioria das pessoas. Por isso, dietas milagrosas que prometem reduzir a apetite e ajudar na perda de peso fazem tanto sucesso. Redutores de apetite, fórmulas de emagrecimento rápido e suplementos alimentares são algumas dessas dietas mirabolantes.

Quem nunca viu uma propaganda dizendo “perca 7 quilos em 7 dias” ou ainda “tome nosso redutor de apetite natural que você emagrece 3 quilos em 5 dias”. Essas e outras propagandas são veiculadas a todo instante nos meios de comunicação, com o propósito de atingir principalmente o público feminino que está sempre em busca de um corpo magro.

O inciso 4º, do artigo 220 da Constituição Federal, profere que nas propagandas comerciais de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias devem conter a advertência sobre os malefícios decorrentes do uso desses produtos. Portanto, mesmo produtos que ajudam no emagrecimento deveriam informar as contraindicações em suas propagandas.  

Como eu, outras pessoas devem fazer a mesma pergunta, comer uma barrinha de cereal pela manhã, um pacotinho de sopa no almoço, outra barrinha de cereal no lanche da tarde e um shake no jantar sustentam um corpo sadio?

Daniela Silveira, 21 anos afirma “acredito que esses produtos não são tão sadios assim. Nas propagandas, para chamar a atenção do público e atrair consumidores, eles falam apenas o lado bom de tomar o tal produto, mas não dizem se há contra-indicações ou se faz algum mal à saúde. Sem contar, que essas fórmulas não substituem as proteínas e vitaminas que contém nos alimentos.”

A grande maioria que deseja perder peso e medida espera que seja de forma sabia e correta, não adianta apenas trazer “testemunhas” de que o produto faz mesmo efeito, o consumidor precisa saber o que ele pode acarretar à sua saúde.

Não basta apenas fazer dietas mirabolantes com qualquer tipo de produto que você na TV ou ouve no rádio, é necessário recorrer a um profissional que possa indicar o que é mais adequado ao seu corpo.

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Marcela Buzatto 

A discussão da não  obrigatoriedade do diploma de Educação Física gera conflitos 

Depois do pronunciamento do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, a hipótese da não obrigatoriedade do diploma de Educação Física desencadeou diversas discussões. A Senadora Marisa Serrano (PSDB), integrante da Comissão de Educação no Senado, diz temer que o órgão estenda às demais profissões o fim da exigência do diploma, como foi feito com a classe dos jornalistas.

      Marisa afirmou que, apesar de fazer parte do contexto educacional, a Educação Física está inserida no contexto da área de saúde. A Senadora destacou ainda que é uma questão de risco para a sociedade o trabalho de atividade física, seja com jovem, gestante, adultos ou idosos não ser prestado por profissional devidamente habilitado, com formação.

      O professor de Educação Física, Diesi Souza Ventura, acredita que é  um “momento de expectativa para várias profissões, pois com a não obrigatoriedade do diploma para os profissionais da área do jornalismo houve um alvoroço nas outras profissões; é o caso da Educação Física. Ele ressalta ainda que existem pessoas que se julgam capacitadas para exercer as funções de um educador físico, sem ter a mínima noção do que estão fazendo. “Muitas pessoas acreditam que são ‘doutores’ em atividade física, e que prescrevem os exercícios com a mesma qualidade de um profissional formado. E sabemos que a prescrição envolve um emaranhado de conceitos que culminam na prescrição adequada de exercícios físicos”.

      O deputado estadual Alexandre Cesar (PT) criou um projeto de lei (Lei nº 212/08), que versa sobre a obrigatoriedade de profissionais de educação física nas academias e outros estabelecimentos similares, uma vez que estes devem prestar cuidados à saúde dos usuários.

      Para o estudante de Educação Física, Zilmar de Freitas de Quadros, a obrigatoriedade do diploma para o profissional é fundamental, sendo que a atividade requer muitos conhecimentos, os quais não se obtêm senão através de um curso superior.

      As discussões prosseguem enquanto um comunicado definitivo não for pronunciado. Porém, há outras questões que também se relacionam nesse sentido.

      Os exercícios físicos oferecem um grande potencial para melhorar a qualidade de vida atuando na modificação da composição corporal, gerando não apenas benefícios estéticos, mas principalmente aqueles relacionados à saúde. Com este potencial de gerar benefícios para o ser humano, esta atividade desperta o interesse de empresas na industrialização e comercialização de equipamentos de uso doméstico. Entretanto por diversas vezes estes são incapazes de gerar o desempenho ou benefícios propostos, ou até, não oferecem a segurança necessária ao usuário. 

 

      As propagandas relacionadas à venda de equipamentos de ginástica, em sua maioria, se utilizam de atletas ou profissionais da Educação Física, porém, a partir do momento que o usuário adquire o produto, ele se encontra sozinho, sem qualquer assistência, o que pode levar à prejuízos para sua saúde.

      É perceptível a importância da graduação do profissional de Educação Física, assim como também é essencial sua presença em qualquer estabelecimento do tipo.

     Portanto, é nesse momento que devemos unir forças e lutar pelo nosso diploma, nas mais diversas áreas, com as mais diversas armas, mas sempre exercendo nossos direitos de prestar de maneira correta os nossos serviços.

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Matiéli Valduga Bosa

Quer continuar respirando?!   Então ajude a preservar o maior pulmão que temos! 

Fonte Google Imagens

O site G1 (globo.com) apresenta em sua estrutura informativa um vértice que abre espaço aos internautas, dando a eles a oportunidade de interagirem diretamente com os ocorridos ali noticiados.

Um espaço criado objetivamente para os internautas participarem se deu referente a um tema que “nunca sai de moda”: Floresta Amazônica, que pode ser acessado facilmente clicando aqui.

Essa importante janela do http://www.globoamazonia.com/ oferece ao público não só notícias e informações sobre a Floresta Amazônica, mas também a oportunidade deste, participar protestando e denunciando.

No site, há ainda o aplicativo  Amazônia.vc, que consiste em um aplicativo que exibe em um mapa os últimos dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) sobre queimadas e desmatamento na Amazônia. Este aplicativo instalado e oferecido no Orkut permite que o usuário registre seu protesto contra cada queimada ou foco de desmatamento. Além disso, exibe também um ranking com os usuários que mais protestam, e gera dados resumidos sobre a destruição da Amazônia.

Ao tomar a decisão de não mais se calar contra as crueldades feitas na Amazônia, protestando você estará mostrando ao mundo e a si mesmo sua insatisfação com a destruição da floresta. Apesar de o seu protesto estar sendo feito através de um registro formal, ele é uma forma de pressionar para que medidas sejam tomadas contra a devastação da Amazônia. Os protestos também podem se transformar em reportagens no Fantástico e no portal Globo Amazônia. Pois, a criação do aplicativo é fruto de uma parceria do Fantástico com a Globo.com.

Segundo o site a participação dos internautas é fundamental, e até agora já foram registrados 546.036 usuários do Orkut que instalaram o aplicativo, e 50.069.187 protestos contra queimadas e desmatamentos, desde setembro de 2008.

O internauta e líder do ranking de protestos, Lúcio Mário, de 33 anos morador de Caeté (MG), já registrou mais de 3.500 protestos no Globo Amazônia, ele diz que não consegue ficar parado ao ver alguém destruindo a natureza. E afirma: “Nesse aspecto, sou bastante radical. Se vejo alguém fazendo uma queimada, denuncio na hora.”

Se você pretende continuar respirando faça a sua parte também, ajude a preservar o maior pulmão que temos: a Floresta Amazônica. Participe e proteste já.

Mais informações e novidades você encontra no site http://www.globoamazonia.com/, aproveite e confira 50 ideias de ações para ajudar a proteger a Amazônia, clicando aqui

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Tássia Becker Alexandre

Campanhas antitabagistas nos cigarros 

Desde 2002, Ministério da Saúde inclui campanha antitabagista em maços de cigarro 

Quem não lembra das fantásticas propagandas de cigarro veiculadas na mídia até o início dos anos 2000? Marlboro, Hollywood e Free estão entre as diversas marcas que utilizavam como personagens pessoas saudáveis, ativas e felizes, mas sempre com um cigarro na mão. Como exemplo, veja uma propaganda do cigarro Free: 

Um dos atores que fez sucesso entre as publicidades tabagistas foi o norte-americano David McLean, um dos “Homens de Marlboro”, que atuava nas propagandas desde a década de 1960. Fumante há muito tempo, McLean morreu de câncer aos 73 anos em 1995. Esta história foi retratada no livro (e depois no filme) Obrigado por fumar, de Christopher Buckley. 

Porém, desde dezembro de 2000 a propaganda tabagista foi limitada no Brasil. De acordo com a lei 10.167, a publicidade só pode ser feita em pôsteres (chamados de “displays”) nos pontos de venda.

      Após a criação da lei, em 2002 o Ministério da Saúde tomou a medida de aderir aos maços de cigarro imagens trágicas, como imagens de bebês a beira da morte, impotência sexual e sofrimento. Desta forma, quem comprasse cigarros estaria ciente de todos os malefícios que ele traz. 

Apesar de todas as campanhas antitabagistas, há quem não sofra influência com elas. É o exemplo do estudante Edenilson Sabino (22), fumante ocasional: “Não sofro influência com as imagens impressas nos cigarros e acredito que quem fume há mais tempo também não sofra”.

      A professora Lucinéia Happeck (31), também fumante, revela que os não fumantes têm sido uma preocupação: “Acredito que a maior preocupação dos fumantes hoje é a sociedade, que tem lutado contra o cigarro”.

      A estudante Camila Motta (18), não fumante, afirma: “Na hora que o cigarro é ofertado, acredito que ninguém pare pra prestar realmente atenção nas campanhas”.

      Comunicar faz parte do cotidiano de todos. Campanhas anti ou pró-tabagismo são mais um exemplo de como podemos expressar nossas opiniões. 

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OPINIÃO – Daniela Tondollo

Foi o estopin!

Nos meses de agosto e setembro só se ouviu um assunto na mídia: Gripe “A”, ou gripe suína para os mais alarmantes.

Veja algumas manchetes que saíram em meios importantes de comunicação do país:

“ONU denuncia discriminação por gripe A, que duplica nos EUA e chega ao Brasil” (G1 – 08/05/2009)
“Será difícil evitar surto regional da gripe A (H1N1), segundo especialista” (CRI Online – 30/06/2009)
“Profissionais da Saúde temem gripe A” (Diário do Grande ABC – 16/08/2009)
“Gripe A: regiões mais pobres podem ser as mais afectadas” ( Diário de Notícias – 23/05/2009)
Gripe A cancela ou adia pelo menos 33 eventos de esporte no Brasil (Zero Hora – 20/08/2009)

O gráfico abaixo mostra a frequencia com que a Gripe A saiu na mídia neste ano no Brasil:

É uma decepção o que a mídia brasileira faz com o seu público. Transformando notícias importantes em comerciais de péssimo gosto. não se pode negar que a Gripe A é preocupante, sobretudo por ser ainda ‘desconhecida’ dos médicos. Porém houve um exagero na divulgação dos fatos. Muito mais gente morreu de gripe comum neste ano, por exemplo, e ninguém noticiou tão fortemente isso.

Coloco em questão aqui o uso que a mídia faz de notícias impactantes, fazendo do jornalismo um comércio barato.

Vejo na 1º CONFECOM ( Conferência Nacional de Comunicação ) uma oportunidade de se criarem leis que inibam esse tipo de ações e até mesmo punam queles que desrespeitarem as normas. Principalmente quando a ‘notícia’ em questão diz respeito a saúde. Neste ano, por exemplo, quantas vezes os números de mortos e casos da Gripe foram divulgados sem a devida informação. Quantas informações erradas foram transmitidas?
Isso não pode acontecer! Jornalismo é, antes de mais nada, um compromisso de informação ao qual as pessoas tem o direito de serem agraciadas.

O que é a CONFECOM?

7 responses to “Comunicação é papo de todos

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  7. A educação fisica esta inserida no meio ambiente ?

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