Folga para os fumantes passivos!?

Pare de Fumar Entrou em vigor no início do último mês a nova lei antifumo, que proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas. Mais de cinco estados brasileiros aprovaram à legislação (São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Bahia, Goiás e Ceará).

O objetivo da medida é aderir à tendência internacional de combate aos males causados pelo tabagismo, principalmente em relação ao fumo passivo. O fumante passivo é o indivíduo que não fuma, mas está exposto à fumaça de cigarros, sendo esse o maior poluidor ambiental doméstico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que existam dois bilhões de fumantes passivos no mundo. E desses, 700 milhões sejam crianças. A OMS afirma também, que aproximadamente 50 mil pessoas morrem, por ano no mundo pelo fumo passivo.

As principais manifestações clínicas apresentadas por fumantes passivos adultos são sintomas respiratórios, aumento da taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, chegando ao desenvolvimento de câncer (pulmão, boca, garganta, laringe, esôfago, bexiga, rim, pâncreas, cérebro, tireóide e mama). Já as crianças que são expostas à fumaça de cigarro têm maior risco de apresentar doenças infecciosas do trato respiratório (bronquite, pneumonia etc.), podendo até desenvolver câncer, principalmente de pulmão.

As pessoas com maior risco de sofrerem as consequências como fumante passivo são aquelas que moram com fumantes ou as que trabalham em ambientes em que é permitido fumar. Filhos de fumantes parecem ter dificuldade de aprendizado, atraso no desenvolvimento da linguagem e mais problemas de comportamento, como hiperatividade, distúrbios de conduta e desatenção.

Mas não são todos que concordam com essa medida. A dona de casa Neide Regina Cristman (53), se diz contra a lei: “Sou contra a essa fiscalização porque na nossa sociedade existem coisas muito mais sérias acontecendo (envolvendo drogas pesadas) que não são fiscalizadas e que prejudicam de várias formas a população”.

Já para a balconista Ana Cláudia Koop (33), a nova lei só tende a ajudar: “Para as pessoas que como eu não fumam a lei só irá beneficiar, pois nós não temos que por em risco nossa saúde por causa do vício de alguns.”

A legislação ainda é precoce, mas de acordo com uma pesquisa realizada pelo governo do estado de São Paulo, 94% dos paulistas apóiam a lei antifumo. Para o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas a nova lei é muito válida: “Esse resultado mostra o acerto da nova legislação em benefício da saúde pública. Mesmo entre os fumantes há expressivo apoio à restrição do fumo em ambientes fechados como forma de combate do tabagismo passivo”.

Por Marcela Buzatto

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